Calculadora de Polias e RPM

Velocidade da polia movida, relação de transmissão e velocidade da correia a partir dos diâmetros das polias e do RPM do motor — também vale para roldanas de corrente e engrenagens.

1.326 visualizações

Como a Relação É Calculada

Uma transmissão por correia e polias é regida por um único fato físico: a correia não pode esticar nem comprimir, portanto sua velocidade linear precisa ser idêntica em qualquer ponto onde ela envolve uma polia. Como a velocidade linear é igual a π × diâmetro × RPM, essa restrição obriga que D₁ × N₁ = D₂ × N₂ — o diâmetro da polia motora vezes o seu RPM é igual ao diâmetro da polia movida vezes o seu RPM. Reorganizando, a velocidade movida é N₂ = N₁ × (D₁ ÷ D₂): uma polia motora pequena girando uma polia movida grande reduz a velocidade do eixo de saída, e uma polia motora grande girando uma polia movida pequena a acelera. A mesma relação vale para roldanas de corrente e engrenagens dentadas — basta substituir o diâmetro pelo número de dentes, já que o passo dos dentes desempenha o mesmo papel geométrico.

Exemplo prático: um motor gira uma polia de 100 mm a 1750 RPM e aciona uma polia de 250 mm no eixo de uma bomba: N₂ = 1750 × (100 ÷ 250) = 700 RPM, uma redução de 2,5:1. Como a energia se conserva (deixando de lado as perdas por atrito), o torque entregue a esse eixo aumenta pelo mesmo fator de 2,5:1 pelo qual a velocidade caiu — esse é justamente o objetivo de reduzir a marcha: trocar RPM por torque para partir uma carga pesada ou girar equipamentos que operam lentamente. Invertendo as polias (250 mm acionando 100 mm), a saída aceleraria 2,5× enquanto o torque cairia na mesma proporção.

A ferramenta também informa a velocidade da correia, v = π · D₁ · N₁ ÷ 60.000 m/s, pois é esse valor — e não o RPM — que determina o desgaste da correia e os limites de segurança: mantenha correias em V clássicas abaixo de cerca de 30 m/s e correias em V de perfil estreito abaixo de cerca de 40 m/s.

O Que Você Precisa Saber

  • Velocidade e torque são trocados entre si — a transmissão nunca cria nenhum dos dois de graça. Uma redução de velocidade de 2,5:1 gera um aumento de torque de aproximadamente 2,5:1 (descontadas as perdas por atrito); não é possível reduzir o RPM e aumentar o torque além do que a relação permite.
  • A distância entre os eixos nunca entra na relação. Apenas os dois diâmetros (ou números de dentes) determinam N₂ — o quão distantes os eixos estão altera o comprimento da correia e o ângulo de contato, não a velocidade.
  • Correntes e correias dentadas transmitem a relação com exatidão, sem deslizamento, então N₂ é tão preciso quanto seus dados de diâmetro/dentes; correias em V comuns perdem cerca de 1-3% por deslizamento sob carga, então a velocidade real de saída fica um pouco abaixo da teórica.
  • Transmissões em múltiplos estágios se multiplicam. Duas reduções de 2:1 em série resultam em 4:1 no total — uma forma comum de alcançar uma relação grande sem uma única polia impraticavelmente superdimensionada.
  • Uma polia tensora ou esticadora não interfere nos cálculos. Como não é nem a polia motora nem a movida, ela altera apenas a tensão da correia e o ângulo de contato — nunca aparece na relação D₁N₁ = D₂N₂.

Perguntas Frequentes

Meu motor gira a 1450 RPM e preciso de 725 — quais polias usar?

Você precisa de uma redução de 2:1, então a polia movida deve ser o dobro da motora: por exemplo, 100 mm no motor e 200 mm no eixo. Qualquer par com essa relação funciona; pares maiores agarram melhor e desgastam mais devagar.

O deslizamento da correia muda o resultado?

Correias em V deslizam de 1 a 3% sob carga, então a velocidade real movida fica um pouco abaixo da teórica. Correias dentadas, correntes e engrenagens não têm deslizamento — para elas a equação é exata.

Qual diâmetro devo medir?

O diâmetro primitivo — onde passa a linha neutra da correia — não a borda externa. Em correias em V ele fica um pouco abaixo da borda; os catálogos o indicam conforme o perfil do canal.

Por que o torque aumenta quando o RPM diminui?

Porque a potência mecânica (ignorando o atrito) permanece constante ao longo da transmissão: potência = torque × velocidade angular. Se um par de polias reduz o RPM por um fator de 2,5, o torque no eixo mais lento aumenta pelo mesmo fator de 2,5 — a energia não é criada nem destruída, apenas trocada entre velocidade e força de rotação.

Adicionar uma polia tensora muda a relação?

Não. Uma polia tensora apenas se apoia na correia para adicionar tensão ou alterar o ângulo de contato ao redor das polias motora e movida — ela não é, em si, uma entrada ou saída de potência, portanto nunca aparece na equação D₁N₁ = D₂N₂. Apenas os diâmetros (ou números de dentes) da polia motora e da movida determinam a relação.

Comentários

Ainda não há comentários — seja o primeiro a escrever um!

Ferramentas Semelhantes